Boas Vindas

Querido (a) visitante,

Bem vindo (a) ao blog SEARA do BRASIL. Nosso desejo é que você seja, através dele, edificado (a) e desafiado (a) a se envolver cada vez mais com Missões, primeiramente através de sua igreja local e depois com outros projetos missionários fora do seu contexto domiciliar. Aqui você terá informações sobre a obra missionária Nordestina, desenvolvida pela Missão SEARA, bem como artigos para sua edificação, e ainda um devocional diário. Entre, leia, e depois deixe o seu comentário, sobre o assunto que ler. Mas ao sair, ore a Deus pelo nosso trabalho.

Se você deseja participar deste ministério, entre em contatos conosco através do endereço exposto neste blog. Que a graça do Senhor Jesus seja contigo e com sua família!

Fraternalmente em Cristo,

Missão SEARA

“Não é tolo aquele que dá o que não pode guardar, para ganhar o que não pode perder.” – Jim Elliot

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

A HISTORIA POR TRÁS DO NATAL

Norbert Lieth
Aconteceu no Natal. O dono de uma loja colocou na sua vitrine uma Bíblia aberta com um versículo sublinhado em vermelho. Todos que passavam por ali podiam ler a passagem, um resumo da história do Natal: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu seu Filho Unigênito para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3.16).
Duas mulheres pararam na frente da vitrine, viram a Bíblia e leram o versículo. Uma disse à outra: “Que coisa triste! As pessoas envolvem a Bíblia em tudo! Até na festa do Natal!”.
Se fizermos uma pesquisa isenta, grande parte dos brasileiros não saberá dizer qual o verdadeiro sentido do Natal. Muitos associam esta festa mais a presentes, à família e ao Papai Noel, do que com a Bíblia. Isso é lastimável, pois é justamente a Bíblia que conta a verdadeira história do Natal, inclusive os detalhes dos bastidores com suas cenas tensas, felizes e surpreendentes. A Bíblia nos conta a mais bela história de todos os tempos!
Em tempos idos
Conforme nos relata a Bíblia, na antiga Babilônia vivia um profeta judeu chamado Daniel. O rei babilônico daquela época fez de Daniel o chefe de seus magos e encantadores. Mas Daniel não era mago nem encantador, ele era um homem que dizia a verdade, pois o Espírito de Deus estava nele. Esse Espírito o capacitava a fazer profecias e a fornecer explicações de sonhos e visões de uma forma jamais vista. Daniel anunciou a futura chegada de um Rei-Salvador vindo de Israel e deixou marcas perenes na Babilônia.
Um homem sem pecado, alguém que jamais desobedeceria à Lei, tornou-se necessário para tomar sobre si o castigo de todos e salvar a humanidade. Então Jesus veio a este mundo, não por meio da semente de um homem, mas por meio da semente divina colocada no ventre de Maria, a virgem.
Seiscentos anos mais tarde, uma luz sobrenatural, que a Bíblia descreve como sendo uma estrela, brilhou sobre a pequena cidade de Belém, em Israel. Magos e astrônomos, que viviam longe, lá na distante e antiga Babilônia, observaram esse fenômeno celeste. E, certamente se lembraram dos escritos de Daniel, associando a estrela com o nascimento do Rei prometido. Partiram imediatamente, começando uma viagem de mais de mil quilômetros, que acabaria por levá-los ao encontro do divino Rei.
Os magos babilônios, conhecidos como os magos do Oriente, viajaram até Jerusalém, capital de Israel. Perguntavam a todo mundo: “Onde está o recém nascido Rei dos judeus? Porque vimos a sua estrela no Oriente e viemos para adorá-lo” (Mt 2.2).
Naquele tempo, o mundo era dominado pelo Império Romano. Em Israel os romanos haviam colocado como rei um certo Herodes, que nem era israelita. Herodes ficou assustado quando ouviu falar dos magos estrangeiros e mandou chamar os principais sacerdotes e escribas judeus. Queria que eles o informassem sobre o local de nascimento desse Rei.
Eles confirmaram que em eras passadas seus profetas haviam predito a vinda de um Rei-Salvador. O profeta Miquéias, 700 anos antes, chegara a profetizar seu local de nascimento: “em Belém da Judéia” (Mt 2.5), informaram eles.
Mais incomum do que esses eventos foi a circunstância do nascimento do Rei prometido: a mãe de Jesus era uma virgem, Seu Pai era Deus, o Espírito Santo; Ele próprio, o Rei dos judeus e Salvador do mundo, nasceu em uma estrebaria. Isso parece fantástico demais?
O profeta judeu Isaías havia predito de forma bem concreta, séculos antes do nascimento do Rei-Salvador: “Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho” (Mt 1.23). O sentido mais profundo por trás disso é sério e mostra como era importante o nascimento virginal.
Deus criou os primeiros homens, Adão e Eva, livres de pecado. Mas eles desobedeceram a Deus e tornaram-se pecadores. Desde então, todo homem nasce em pecado, portanto, é perdido por natureza. Mas Deus não quer que as pessoas se percam. Ele “deseja que todos os homens sejam salvos” (1 Tm 2.4).
Um homem sem pecado, alguém que jamais desobedeceria à Lei, tornou-se necessário para tomar sobre si o castigo de todos e salvar a humanidade. Então Jesus veio a este mundo, não por meio da semente de um homem, mas por meio da semente divina colocada no ventre de Maria, a virgem. O apóstolo Paulo explica: “se, pela ofensa de um só [Adão], morreram muitos, muito mais a graça de Deus e o dom pela graça de um só homem, Jesus Cristo, foram abundantes sobre muitos” (Rm 5.15).
Deus não mandou simplesmente Seu Filho ao mundo para ser o Salvador. Ele O enviou no momento certo, numa data que Ele mesmo estabeleceu, como disse Paulo: “Vindo, porém, a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei” (Gl 4.4).
Apesar de todos os planos malvados dos governantes de plantão, impérios inteiros contribuíram para a chegada desse momento oportuno e ajudaram a fazer o Natal acontecer.
No antigo Império Egípcio, por exemplo, um pequeno clã de escravos judeus foi crescendo até formar o povo de Israel, um povo que daria ao mundo o Rei-Salvador. Mais tarde, quando esse povo era escravo na Babilônia, Deus reacendeu o esquecido anseio judeu pelo profetizado Rei-Salvador. Quando a Pérsia conquistou a Babilônia, Deus usou os persas para conduzir os judeus de volta à sua pátria, porque lá deveria vir ao mundo o Salvador-Rei. A seguir, o domínio dos gregos trouxe consigo uma nova língua mundial. A Bíblia dos judeus, o Antigo Testamento, foi traduzido para o idioma grego, e mais tarde vieram somar-se as Escrituras do Novo Testamento, igualmente escritas em grego. E então entrou em cena outro império, ainda mais poderoso: o Império Romano, que chegou trazendo paz, construindo um novo sistema de estradas e derrubando as fronteiras entre os países.
Assim, o tempo estava maduro para o primeiro Natal. As circunstâncias estavam postas para a chegada do Prometido. O Salvador poderia chegar! Havia condições para a rápida propagação das Boas-Novas de que o Filho de Deus se tornara Homem para salvar os homens dos seus pecados e de seu merecido castigo.
Quando Jesus nasceu, Deus veio até nós com o dom da graça e do perdão de todos os pecados, dando-nos de presente a vida eterna no céu. Isto é o Natal.
Na história mundial não existe uma única pessoa cujo currículo já estivesse escrito antecipadamente por meio de profetas judeus. Na história mundial só existe uma única Pessoa enviada por Deus ao mundo por meio de nascimento virginal. E na história mundial também só existe uma única Pessoa cujo nascimento foi preparado por impérios e reinos mundiais. Isso seria mero acaso?
O entrelaçamento dos fatos é preciso e exato demais para não ser real. Tudo o que envolvia o nascimento de Jesus foi verídico, e tinha um único propósito: providenciar nossa salvação eterna. Deus se empenhou por nós! Com o Natal Ele quer nos dizer que não existe ninguém que esteja longe demais para poder vir até Ele.
Certa vez perguntaram a Jesus como se poderia reconhecer a veracidade das Suas declarações. Ele respondeu fazendo um convite: quem desse ouvidos ao que Ele falava iria experimentar pessoalmente a verdade de Suas palavras e reconheceria que elas não vêm de um homem, mas do próprio Deus. Como os magos do Oriente, todo homem e toda mulher pode examinar os fatos por si mesmo, e então chegar até o Salvador para adorá-lO. Quando Jesus nasceu, Deus veio até nós com o dom da graça e do perdão de todos os pecados, dando-nos de presente a vida eterna no céu. Isto é o Natal.
Deus percorreu um longo caminho para nos salvar. Os magos do Oriente fizeram uma longa jornada para encontrar a Jesus. Tenha coragem de começar sua própria caminhada em direção ao Salvador! Desejamos um Feliz Natal! (Norbert Lieth — Chamada.com.br)


quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

SEJA HOMEM!

Pr. Davi Merkh
Hoje em dia, há diferentes tipos de moda para os homens. Uns querem um estilo “lenhador”, com uma barba grande e desenhada. Outros optam por deixar seus cabelos grandes, com looks modernos e arrojados. Mas, enquanto cresce a procura por uma aparência dentro da moda, temos deixado de lado nossa aparência interior. Podemos ser estilosos ou mostrar que “somos tão másculos”, que andamos de qualquer forma. Em ambas as experiências temos deixado de olhar para o que é realmente importante. Temos deixado de lado os atributos que deveriam compor um homem de verdade. Nas igrejas, escolas, empregos, famílias etc, temos visto meninos ocupando funções de homens. Digo meninos por terem atitudes de meninos e não de homens, como não se importarem, não estarem sensíveis às necessidades a sua volta, por serem preguiçosos e acomodados. Por isso, convido você a olharmos para a vida de Jesus Cristo, o Deus-homem, que nos deixou um exemplo de masculinidade que deve ser perseguido por nós (1Jo 2.6)!
Irei expor quatro áreas da vida de Cristo que, na minha concepção, demonstram virtudes que deveriam compor o caráter de um homem, então leia e seja desafiado!
AMOROSO
Cristo foi alguém plenamente amoroso. João 3.16 deixa claro que Deus amou o mundo, e Cristo faz parte desse amor, pois ele vem para demonstrar o maior ato de amor na cruz. Mas o que podemos ver também, é que Cristo não demonstrou esse amor só na cruz, ele se relacionou com pessoas de um modo amoroso. Talvez a mulher samaritana seja a que melhor represente isso (Jo 4.19-30). Ele não levou em conta sua cidadania, nem sua vida pecaminosa ou o olhar que a sociedade tinha sobre ela. Ele se assenta ali, no poço, e simplesmente demonstra amor pela forma com que se interessa pelos problemas que ela tem, oferecendo a cura para eles. Cristo se mostra atencioso e cuidadoso com aquela mulher, algo que tem se tornado cada vez mais raro. Normalmente queremos ser amados, mas Cristo nos convida a amar aos outros. E esse amor dele fica mais claro ainda em Mateus 22.39, quando o mesmo coloca como primeiro mandamento o amor para com Deus (Mt 22.37-38) e, logo em seguida, atenta para o segundo: “Ame o seu próximo como a si mesmo” (Mt 22.39). A partir disso, ele manda que tiremos por medida o nosso amor para com os outros, a partir daquilo que queremos para nós mesmos! Mas pela sequência que é colocada no texto, fica claro que nós só amaremos as outras pessoas e nos importaremos com elas se, em primeiro lugar, procurarmos amar a Deus “de todo nosso CORAÇÃO, de toda a nossa ALMA e de todo o nosso ENTENDIMENTO”.
SERVO 
Vivemos em um século no qual só nos dispomos a realizar tarefas se tivermos algo em troca. Precisamos entender que servir a Deus é uma resposta de gratidão diante da maior recompensa que poderíamos receber, a vida eterna. Em João 13, vemos Jesus dando um grande exemplo de serviço. Enquanto os discípulos discutiam sobre quem seria o “maior” no reino dos céus (Lc 22.24-30), Jesus pega uma bacia, envolve-se com uma toalha e se dispõe a fazer uma função que na época era realizada pelos servos. No final, para quebrar o orgulho dos discípulos e conduzi-los a um serviço abnegado, ele diz: “Digo-lhes verdadeiramente que nenhum escravo é maior do que o seu senhor, como também nenhum mensageiro é maior do que aquele que o enviou. Agora que vocês sabem estas coisas, felizes serão se as praticarem". (Jo 13.16-17). Ele coloca o servir, como condição de felicidade. Talvez isso pareça estranho, mas essa felicidade corresponde a uma evidência do amor pelo Pai, pois a alegria sempre está ligada à nossa obediência a ele. Como homens, temos prazer em sermos servidos, mas Cristo pede que deixemos isso de lado e sirvamos aos outros. Que saímos da nossa comodidade e façamos a diferença na vida das pessoas, tendo um ato inesperado. E aqui eu me recordo de uma frase do Sr. Davi Cox (Fundador do Seminário Bíblico Palavra da Vida, no Brasil), que diz assim: “Quem não serve, não serve!”.
LÍDER
Cristo foi o maior líder que o mundo poderia ter conhecido. Sua liderança fica clara por meio das pessoas que foram alcançadas, do número de seguidores que ainda hoje o acompanham, e da maneira profunda com que os seus “ensinos” permearam e, ainda hoje, permeiam a vida de milhares de pessoas. É interessante que o homem, assim como a mulher, foi criado à imagem e semelhança de Deus (Gn 1.27), mas Deus define Adão como “líder” ao mandá-lo cuidar do jardim, dirigindo-se diretamente a ele (Gn 2.15-17). Podemos ver isso mais claramente em Romanos, quando o livro apresenta Adão como representante da humanidade (Rm 5.12, 18). Assim como Adão, após o pecado todos os homens se tornaram corrompidos. Dentre várias coisas que se perderam, a liderança foi uma delas. Há vários textos na bíblia que deixam claro a liderança masculina (1Pe 5.1-4; Tt 1.6-9; 1Tm 3.2-7; 1Tm 5.17). Mas por culpa da falta de amor por Deus, também da preguiça em amar e servir aos outros, estamos deixando de lado a liderança. Há muitos filhos crescendo sem um referencial de pai. Jovens caminhando sem um referencial de homens/líderes. A igreja tem perdido o seu referencial masculino e ao invés de homens, temos meninos sendo formados. Pessoas, em grande parte com idade avançada, mas que seguem uma ideologia frágil como a de uma criança. São guiados por desejos próprios, e não segundo um direcionamento bíblico. Nós devemos olhar para a forma como Cristo conduziu, investiu e instigou pessoas, para que sejamos líderes conforme a própria bíblia pede. Saíamos da nossa zona de conforto e entremos na zona de mudança, para que sejamos líderes que caminham com o foco na cruz, humilhando-se e inspirando pessoas a fazerem o mesmo.
ÍNTEGRO
Integridade é algo que Cristo prezou em toda a sua vida aqui na terra. Ele se manteve puro e santo. Talvez pensemos nisso como algo muito longe de nós, mas o próprio Paulo, em 1 Timóteo 3.1-13 e Tito 1.6, traz um termo que como homens (líderes) devemos buscar. Ele nos convida a sermos irrepreensíveis. Muitos acham que aqui, Paulo está se referindo a pessoas que não pecam, mas como o Pr. Davi Merkh bem coloca em seu livro “Homem Nota 10”, vemos que “... ‘irrepreensível’ não significa perfeito. O foco está no tipo de caráter de um homem íntegro que, se erra, admite o erro; se peca, confessa o pecado; se deve algo, acerta as contas; e, se ofende, restaura relacionamento (cf Pv 28.13).”[1]
Como homens, outra característica nossa é sermos orgulhosos e teimosos. Queremos tudo do nosso jeito e segundo as nossas vontades. Mas Cristo nos convida a deixarmos o velho homem, ou seja, nossas vontades e prazeres próprios, e a nos revestirmos do novo homem, o qual representa aquele que busca a vontade de Deus (Ef 4.22-24). Para que esse processo fique cada vez mais evidente, Paulo diz que precisamos renovar o espírito do nosso entendimento (Ef 4.23), sendo assim, precisamos buscar a Deus por meio de sua Palavra, tendo uma vida de oração que nos deixe cada vez mais sensíveis à vontade dele. Isso nos tornará irrepreensíveis, pois nos fará cada vez mais sensíveis às críticas, e abertos à transformação progressiva da santidade. Nós precisamos entender que o viver é Cristo (Fp 1.21), porque se assim for, abriremos mão do nosso “eu” pecador e buscaremos ser, cada vez mais, parecidos com o exemplo de Cristo.
CONCLUSÃO
Temos que pensar se estamos dispostos a seguir tendências do mundo, ou aos propósitos eternos de Deus. Davi, o qual é lembrado como o homem segundo o coração de Deus (At 13.22), não foi um homem perfeito. Ele cometeu grandes pecados. Mas, o que dá a ele a honra de ser reconhecido de tal forma, era a busca pela vontade de Deus. Após pecar com Bate-Seba, ele reconhece seu pecado diante de Deus e se arrepende (Sl 51). Nós temos que reconhecer que temos pecado, que não temos sido homens de verdade.
Cristo nos mostra que através do amor, estaremos cada vez mais atentos às necessidades das pessoas ao nosso redor, dispondo-se a servi-las de um modo a deixar claro, por meio de nossas ações, que é Deus quem está nos guiando, assim seremos homens íntegros. Alguém pecador, mas que caminha em santidade, sendo ensinado a cada dia (Tt 2.12) a ser um HOMEM, segundo o exemplo de Cristo. Ser homem não é impor medo para que as pessoas nos respeitem, mas é amar tanto a Deus que elas nos seguirão, pois sabem que nós temos capacidade para guiá-las na mesma direção para onde estamos caminhando!
Que sejamos homens bíblicos, comprometidos com o Evangelho, com o serviço e com a liderança da igreja de Cristo e não meninos, guiados por sentimentos vazios que não apontam para Cristo, mas para nós mesmos!

http://www.jovemcrente.net/

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

O CRENTE EM JESUS E A POLÍTICA

Parece ser necessário escrever palavras de advertência sobre este assunto, que atualmente (1951) preocupa bastante os pensamentos de muitos crentes.
Ouvimos de crentes mais entusiasmados com a política do que pelo evangelho; e de outros, pertencendo a partidos opostos, trazendo seus ódios políticos para o seio da igreja, com bastante prejuízo ao amor fraternal.
Tenho ouvido de moços que se dizem crentes, de idade insuficiente para serem eleitores, que vão alistar-se, e assim participam de uma mentira criminal. Em Efésios 4:25, o crente é ensinado a deixar a mentira e falar a verdade com seu próximo.
"25 Por isso, deixando a mentira, fale cada um a verdade com o seu próximo, porque somos membros uns dos outros." Acaso alguém fará pouco caso da conduta cristã, para poder meter-se na política?
Quando ouvimos de crentes antigos dando vivas, pelos seus candidatos políticos, pensamos que os tempos tem deveras mudado desde que Cristo disse dos Seus discípulos: “Não são do mundo, como eu do mundo não sou.” (João 17:16 ACF)
A Bíblia manda “sujeitar-se” às potestades (autoridades) (Romanos 13:1) e orar por elas (1 Tm 2:1-2), mas em nenhum lugar manda tomar parte em qualquer demonstração política.
" 1 Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas." Rm 13:1.
"1 Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graças, em favor de todos os homens, 2 em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade, para que vivamos vida tranqüila e mansa, com toda piedade e respeito." 1 Timóteo 2:1-2.
Porventura este silêncio bíblico tem alguma significação?
O crente que toma parte na política poderá examinar se esta participação tornou sua vida espiritual mais vigorosa ou, pelo contrário, se causou algum prejuízo.
Observando a conduta do Senhor Jesus vemo-lo completamente alheio aos movimentos políticos do Seu tempo e aos que procuraram surpreendê-lo em alguma preferência partidária respondeu: “... Dai pois a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus.” (Mateus 22:21 ACF).
Notamos o mesmo proceder nos apóstolos. Paulo expressa o mais verdadeiro patriotismo quando diz: "1 Irmãos, a boa vontade do meu coração e a minha súplica a Deus a favor deles são para que sejam salvos." (Romanos 10:1)
Parece-nos que a vida espiritual de Ló estava em plena decadência quando se assentou à porta da cidade tomando parte no governo de Sodoma.
No caso de algum crente entender que ele tem certos deveres cívicos ou patrióticos (Paulo diz em Filipenses 3:20) “nossa pátria está nos céus”, ele deve, mediante a oração procurar quaisquer meios para cumprir esses deveres sem transgredir os preceitos de Cristo, sem se unir com os descrentes em um jugo desigual, sem comprometer-se em associações duvidosas, e sem colocar-se em situações que hão de prejudicar a sua vida espiritual.

Stuart Edmund Mc Nair -  do livro:“A Vida Cristã”, 1951.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

VENCEDORA, EMBORA NÃO FAVORITA!

Gabby Douglas foi a primeira ginasta afro-americana a participar da equipe de ginástica artística e a ganhar o ouro olímpico. Ela enfrentou muitas dificuldades até conseguir o almejado primeiro prêmio. Mas venceu as russas, que eram as favoritas, tornando-se a sensação dos jogos de Londres.
Todo atleta deseja superar metas, sonhos e ir além quebrando recordes e escrevendo seu nome na história do atletismo. Mas isso exige muito mais do que o preparo físico. Os treinadores também se preocupam com a motivação e o preparo emocional, pois um simples momento de insegurança pode colocar a perder um ano inteiro de trabalho e dedicação.
Quando começam as Olimpíadas, podemos nos perguntar, de onde vem tanta força e determinação para pular barreiras, vencer obstáculos, saltar com vara, rodopiar em barras simétricas e assimétricas etc., e vencer seus próprios limites na disputa por uma medalha olímpica?
As respostas podem ser variadas, mas para Gabby há uma única resposta: “Eu creio em Deus. Ele é o segredo do meu sucesso. É Ele quem dá o talento para as pessoas.”
Um dia antes de ganhar o ouro olímpico, a ginasta postou em suas redes sociais o versículo “Não to mandei eu? Sê forte e corajoso; não temas, nem te espantes, porque o SENHOR, teu Deus, é contigo por onde quer que andares” (Josué 1:9). Assim que ganhou o ouro, Gabby postou outro versículo “…buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mateus 6:33).
E seguiu agradecendo: “Obrigada a todos! Estou muito grata porque Deus realmente me abençoou. Lembrem-se sempre de dar glórias a Ele, pois Ele é maravilhoso.” Nos jogos olímpicos de 2016, Gabby é uma das grandes promessas da equipe norte-americana e uma das favoritas à medalha de ouro.
Que o exemplo desta atleta, nos motive a buscar a verdadeira inspiração de nossa vida. Talvez nunca tenhamos a oportunidade de demonstrar a nossa fé em rede nacional, mas podemos fazer isso em nosso dia a dia às pessoas que convivemos e com as quais nos relacionamos.
Somos testemunhas vivas do amor de Cristo.
Fonte: paodiario.org

terça-feira, 12 de julho de 2016

ESCOLA BÍBLICA DE FÉRIAS

O trabalho evangelístico de crianças tem sido um dos mais frutíferos trabalhos da igreja do Senhor Jesus. Por esse motivo, nos dias 4 a 9 de Julho os irmãos da Igreja Cristã na Zona Norte, Lot. Cidade Praia, realizaram uma Escola Bíblica de Férias,  sob a direção do irmão Rafael e Célia Oliveira, com a cooperação dos irmãos: Iara, Alisson, Itamara, Maurina e Joseane.

Se fizeram presentes nesta programação mais de 35 crianças para ouvirem a Palavra de Deus, através de histórias bíblicas, algumas das quais já frequentam as reuniões da Igreja, especialmente a Escola Bíblica Dominical. 
Nossa oração é que estas crianças e juniores que ouviram as histórias bíblicas tenham as suas vidas transformadas pela Palavra de Deus e sejam salvas pelo Senhor Jesus. Orem para que os frutos deste trabalho apareçam para a glória de Deus. Orem também pelos irmãos que estiveram realizando o trabalho para que sempre sejam solícitos no serviço do Senhor.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

ALCANÇANDO CRIANÇAS E ADOLESCENTES ATRAVÉS DO ESPORTE

A cidade de Riachuelo fica a 76 km da cidade de Natal, e está na entrada do Sertão Potiguar. Ela é cortada pela BR 304, que dá acesso a Mossoró, Oeste do RN e a Fortaleza-CE.
Riachuelo é uma das muitas cidades à margem desta BR e que também é um Point dos motoristas de caminhão. Muitos param nela para descanso, abastecimento, refeição e etc. Outros param em busca de sexo!
Muitas adolescentes desta cidade já estão na prática da sexualidade, muitas das quais pelas dificuldades financeiras pelas quais passam, são estimuladas até pela família a se prostituirem, para obterem algum "ganho" para ajudar em casa.
Entretanto, os adolescentes do sexo masculino, também entram no mesmo estilo de vida na prática homossexual. Numa época em que o estímulo a esta prática tem recebido, imaginem como tem crescido o numero de adolescentes envolvidos na promiscuidade?
Para terem uma idéia, em 2005, quando estávamos construindo nosso templo (casa de oração), só no bairro onde atuamos, fizemos uma contagem de 25 meninos e meninas envolvidos na prática homossexual, sem contar a promiscuidade de heterossexual de menores.

Foi olhando para essa triste realidade que o nosso obreiro em Riachuelo-RN, Rafael Oliveira, tendo como um dos alvos de evangelização e restauração de vidas, iniciou uma ESCOLINHA DE FUTEBOL para alcançar crianças e adolescentes com o Evangelho através do Esporte. Cremos ser uma das muitas possibilidades nos dias atuais, utilizar o esporte como ferramenta de atração para atingirmos o nosso alvo básico: PREGAR AS BOAS NOVAS DE SALVAÇÃO.
Como a maioria das cidades sertanejas, Riachuelo não fica atrás em relação à quantidade de crianças e adolescentes sem atividades especificas que as envolvam e assim sejam instrumentos de ocupação do tempo delas, evitando assim o envolvimento com  as mais diversas práticas que irão escraviza-las e destruir as suas vidas como as DROGRAS e o envolvimento na SEXUALIDADE na mais tenra idade.
O desafio agora é iniciar algo que envolvam as meninas adolescentes para que elas sejam também envolvidas em algo saudável e sejam alcançadas pelo Evangelho. Vamos chegar lá e você pode ajudar nisso!
Você que lê esta mensagem pode participar deste projeto de várias formas, como ORAR, se você é um seguidor de Jesus e compreende a importância dessa prática para que o Senhor derrame Suas ricas bênçãos sobre as vidas que estão sendo alvos. Além disso, pode COMPARTILHAR E CONTRIBUIR para aquisição de materiais como bolas, coletes, tênis etc.


Se deseja participar, entre em contatos conosco para informar como participar mais ativamente: (84) 9 9938.8321 (Celso); 9 97107171 (Rafael). E-mail: seara@seara.org.br ou ice.riachuelo@seara.org.br 

terça-feira, 21 de junho de 2016

AS FESTAS JUNINAS E A LIBERDADE CRISTÃ

Pr. Misael Nascimento
Um cristão protestante pode participar de festas juninas? Três respostas têm sido dadas a esta pergunta. Primeiro, há os que dizem “sim”, uma vez que entendem as festas juninas como celebrações cristãs. Afirma-se, nesse caso, que estamos diante de festejos ligados a personagens bíblicos tais como João Batista, Pedro e Paulo e isso, por si só, legitima tais festas como integrantes do calendário cristão. Essa é a posição defendida pela Igreja Católica Apostólica Romana (ICAR).
Outros respondem com um absoluto “não”. Entendem que o modo como o Catolicismo Romano ensina sobre os santos não é bíblico. A Bíblia não prescreve nenhuma festa ligada aos profetas ou apóstolos, muito menos a nenhum ser humano canonizado pela igreja. Não há espaço para a crença em santos mediadores. Segundo as Escrituras “há um só mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (1Tm 2.5). Essa é a posição defendida pela maioria dos evangélicos tradicionais.
Uma terceira resposta inicia com um “não”, afirmando que os cristãos protestantes devem afastar-se das comemorações romanistas das festas juninas e, ao mesmo tempo, finaliza com um “sim”, abrindo espaço para a realização de arraiais gospel – festas caipiras evangélicas. Essa posição tem sido defendida por alguns evangélicos.
Aqui é recomendável lembrar as palavras do apóstolo Paulo:
Portanto, meus amados, fugi da idolatria. Falo como a criteriosos; julgai vós mesmos o que digo. Porventura, o cálice da bênção que abençoamos não é a comunhão do corpo de Cristo? Porque nós, embora muitos, somos unicamente um pão, um só corpo. Considerai o Israel segundo a carne; não é certo que aqueles que se alimentam dos sacrifícios são participantes do altar? Que digo, pois? Que o sacrificado ao ídolo é alguma coisa? Ou que o próprio ídolo tem algum valor? Antes, digo que as coisas que eles sacrificam, é a demônios que as sacrificam e não a Deus; e eu não quero que vos torneis associados aos demônios. Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios; não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios. Ou provocaremos zelos no Senhor? Somos, acaso, mais fortes do que ele? (1Co 10.14-22).
Um dos fatos a destacar é que, no texto em questão, Paulo trata da participação dos cristãos em refeições realizadas no contexto de rituais pagãos (Bíblia de Estudo de Genebra, 1. ed., 1999, nota 10.14, p. 1357). Sua convicção é que o cristão não deve participar de coisas ligadas à idolatria; tal ligação, em última instância, corresponde a uma “associação” com os demônios. Para o apóstolo, o problema era que os crentes, ao comer alimentos oferecidos aos ídolos, depreciavam sua comunhão com Deus na Santa Ceia, ou seja, agiam de modo inconsistente com a aliança, e, deste modo, provocavam o “zelo” do Senhor (1Co 10.18-22).
Isso pode ser transposto à questão das festas juninas por meio de um argumento de quatro pontos, qual seja:
A veneração aos santos da ICAR, por ferir não apenas a recomendação de 1Timóteo 2.5, mas também Êxodo 20.3-6, é idolatria.
As festas juninas, ligadas à veneração dos santos romanistas, são idólatras.
O cristão, de acordo com 2Coríntios 10.14, deve fugir da idolatria.
Portanto, o cristão deve fugir das festas juninas.
Anteriormente eu entendia que não havia problema em uma criança participar dos festejos juninos de sua escola. Hoje penso que o melhor é os pais explicarem a essa criança as razões pelas quais ela não participará da festa junina. É mais instrutivo, bíblico e edificante.
Mas, o que dizer da “alma caipira” que reside em nós, que nos motiva a acender fogueira, assar mandioca e batata-doce e comer bolo de fubá? Qual o problema, por exemplo, de realizar uma noite caipira ao som de modas de viola e, quem sabe, até brincar inocentemente de quadrilha evangélica? Ou criar uma “Festa dos Estados”, com barracas de comidas típicas ou algo semelhante, quem sabe até como estratégia para atrair visitantes?
Inicialmente, declaro meu respeito aos colegas pastores e irmãos em Cristo que não enxergam problemas na realização desse tipo de atividade. Eu mesmo já acreditei que isso podia ser feito sem prejuízos para o testemunho cristão e fiz isso de muito boa fé, com a alma sincera diante de Deus. No entanto, mudei de posição. Hoje, creio que a produção de versões evangélicas de festas juninas não é recomendável por algumas razões. Primeiro, porque estamos saturados de versões gospel de tudo: Temos uma quase inesgotável lista de práticas e “produtos” gospel. É preciso compreender que não fomos chamados a imitar o mundo e sim a transformá-lo (1Jo 2.15-17).
Em segundo lugar, há outro problema denominado associação. É possível que, ao participar de uma festa junina gospel, sejam feitas associações com o evento original, de origem e significado idolátricos – queiramos ou não, festas juninas estão ligadas às crenças da ICAR. Cristãos sensíveis podem sentir um desconforto inexplicável diante disso. Visitantes interessados na fé protestante exigirão explicações mais detalhadas sobre as razões da realização de tal noite caipira “calvinista”.
Sendo assim, parece-me mais adequado considerar as festas juninas evangélicas entre aquelas coisas que o apóstolo Paulo chama de lícitas, mas inconvenientes e não-edificantes (1Co 10.23). Nessas questão, pensemos primeiramente nos interesses do corpo de Cristo, e não nos nossos (1Co 10.24). Não sou contra comer bolo de milho, ou canjica, ou pé-de-moleque. Gosto de batata-doce assada na brasa e me delicio com um bom curau e uma música caipira de raiz. Desfrutemos dessas coisas, porém, na privacidade de nossos lares ou fora do contexto de festas caipiras nos meses de junho e julho. Não porque tais iguarias sejam pecaminosas em si, mas para evitar associações indesejáveis.
Somos livres para participar de festas juninas? Não. Ao participarmos de tais festas, nos ligamos em idolatria. Devemos realizar eventos caipiras gospel? Devemos participar de tais atividades? Também não. Nesse segundo caso, não porque haja idolatria envolvida, mas porque há o perigo de associações indesejáveis. O ideal é que fortaleçamos nossa identidade cristã, bíblica e protestante, desvinculando-nos de qualquer aparência do mal (1Ts 5.22).
Fonte: Misael Nascimento Via: Creio e Confesso